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Obesidade: doença da informação

Dr. Jorge Bastos Garcia

Vivemos a era da informação e, no entanto, nunca se morreu tanto pela falta de informação: a desinformação gera a obesidade, que acarreta os mais diversos males para a saúde, como doenças do coração, hipertensão- diabetes, problemas respiratórios, da vesícula, câncer e outros mais. Movida por conceitos equivocados, a humanidade, nos últimos 50 anos, aumentou o patamar genético para um padrão mais gordo. Um conceito, em especial, ajudou a detonar todo esse processo. Acreditava-se que era saudável ingerir até 70% de carboidrato nas refeições.

É preciso que as pessoas conheçam os alimentos na composição dos macronutrientes (carboidrato, proteína e gordura) para saberem compor cada prato. Por exemplo: um creme com 250g de espinafre possui 12g de proteínas, 18g de carboidratos e 11 g de gorduras ou lipídios. Em termos de nutriciograma, -esses valores equivalem a 44% de carboidrato, 27% de gordura e 29% de proteína. O percentual de macronutrientes nesta refeição está perto do ideal nutricional moderno; não o antigo, que era de 70% de carboidrato, 15% de gordura e 15% de proteína. O corpo se beneficiará muito desta refeição, pois não há excessos de macronutrientes e isso favorece a perda de moléculas de gordura no corpo.

Os tratamentos inadequados também podem oferecer riscos para a saúde. Assim como remédio para emagrecer podem induzir a efeitos perversos, outros fatores trazem, em muitos casos, resultados desagradáveis. . A maioria das pessoas ainda desconhece a fórmula correta para se combater o problema: tratamento nutricional com dietas balanceadas e exercícios com supervisão médica. Por último, os moderadores de apetite. Estes só são usados em determinados casos, como em grandes obesos ou em pessoas que rejeitem tratamentos ou não tenham condições emocionais, mentais ou físicas para suportar orientação nutricional.

Muitas pessoas, porém, invertem a forma desta pirâmide ou fazem uso descompensado de suas partes. A maioria prefere comer de tudo, ou seja, de forma desregulada; fazer pouco ou nenhum exercício, ou levar a extremos a atividade física; e usar muita medicação.

Como conseqüência de dietas da moda surgem problemas mentais (redução da capacidade), efeito iõ-iõ (retorno do problema, pois as células ficam mais ávidas por comida) e desequilíbrio nutricional, já que estas dietas recomendam comer apenas ou verduras, ou frutas, ou carboidratos etc. O excesso de trabalho muscular decorrente de grande carga de exercícios não queima calorias como se pensa; apenas a água do corpo é eliminada. Além disso surgem os transtornos ortopédicos. E, finalmente, o abuso de medicação pode gerar problemas nervosos e cardíacos para a saúde.

O Globo


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